A Fundação Genésio Miranda Lins (FGML) abriu em 27 de agosto a segunda exposição do ciclo dos 50 anos da instituição. A mostra "Entre Décadas: 50 anos de arte e memória na FGML" reúne 12 obras vindas de três acervos: o do Museu Histórico de Itajaí, o da Fundação Cultural de Itajaí e o do Museu da Gravura e do Desenho Brasileiro, que será reestruturado como Museu de Arte de Itajaí. A exposição fica aberta à visitação até 29 de novembro.
A instituição existe desde 1º de dezembro de 1976, quando foi criada para salvaguardar o patrimônio histórico e cultural de Itajaí. Ao longo da trajetória, a FGML abriu várias frentes para preservar e difundir a memória do município. A exposição usa parte desse patrimônio para apresentar a história da instituição por meio da produção artística que os acervos preservam.
O ciclo dos 50 anos prevê quatro exposições, e esta é a segunda. A primeira trouxe uma seleção diversificada do acervo. As próximas vão trazer obras consideradas emblemáticas de diferentes períodos e, depois, a memória de Genésio Miranda Lins e da família dele, cuja trajetória está ligada à história de Itajaí.
A exposição traz obras de Joana Diby, Wernst Souza de Oliveira e A. G. Pinheiro. A mostra inclui também José da Paixão, Calixto Cordeiro e Nestor Silva, além de Dide Brandão e Portillo Azaroto. O conjunto reúne linguagens e períodos variados da produção artística que as instituições culturais do município preservam.
O Museu da Gravura e do Desenho Brasileiro nasceu em 1982 e também faz parte dessa trajetória. A instituição juntou coleções importantes, entre elas obras que entraram no acervo da Fundação Cultural vindas dos "Salões de Artes de Itajaí", e o conjunto se tornou representativo da produção artística da cidade.
O que a mostra propõe é uma leitura da formação dos acervos e do papel das instituições na preservação da memória artística. O percurso é organizado em períodos da trajetória da FGML. As décadas de 1970 e 1980 foram o período de fundação da instituição e de afirmação de seus objetivos. Nas décadas de 1990 e 2000 a instituição se consolidou, ampliou as ações culturais e constituiu acervos. As décadas de 2010 e 2020, por sua vez, trouxeram novos ares e processos de reformulação institucional.
A visita é gratuita. De terça a sexta, a exposição fica aberta das 13h às 18h30. Aos sábados, o horário vai das 9h às 13h.
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Exposição "Entre Décadas: 50 anos de arte e memória na FGML"
até 29 de novembro, terça a sexta das 13h às 18h30 e sábados das 9h às 13h
