Em 2026, a lista de inscritos nas oficinas do Festival de Música de Itajaí fechou antes de completar dois dias aberta. Os pedidos vieram de seis estados: ao lado de Santa Catarina, apareceram São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.
A programação desta edição soma 20 oficinas e três workshops, todos gratuitos. Entre as áreas cobertas estão composição, arranjo, harmonia, produção musical, tecnologia, educação, práticas coletivas e o estudo de instrumentos.
Quem coordena o festival é Liza Amaral, que também dirige o Conservatório de Música Popular de Itajaí. Na avaliação dela, a gratuidade é o que coloca estudante, amador e profissional na mesma sala que artistas e professores vindos de outras regiões do país e de fora dele.
O músico e cineasta Guilherme Ledoux é um dos que passaram por ali. Sua primeira vez foi em 2000, na terceira edição, época em que a formação se chamava Oficinas de MPB. O professor foi o percussionista carioca Guilherme Gonçalves, e houve ainda uma oficina com Robertinho Silva, de quem ele já ouvia os discos de vinil.
“Quando eu o vi pessoalmente, com aquele sorriso dele, foi algo que me emociona de lembrar, porque é o tipo de experiência que não dá para descrever, a gente sente”, conta Ledoux.
De lá para cá, ele esteve em mais de dez edições do festival. A carreira chegou aos 30 anos e passou por Os Skrotes, pela Orquestra Camerata, pela Orquestra de Choro Campeche e pela Orquestra Sinfônica de Santa Catarina. O trabalho como professor tem 25 anos e mais de 100 alunos formados.
Ele assina ainda o documentário “Sistema de Animação”, que ganhou o Grande Prêmio da Mostra do Filme Livre em 2009, e o livro “Bateria no Choro”, fruto de mais de 20 anos de pesquisa.
Fonte: https://itajai.sc.gov.br/noticias/37383
Imagem: Divulgação/Secom
