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Angola busca Univali para formar especialistas em Hemoterapia

Na segunda-feira (10), a Univali recebeu integrantes do Ministério da Saúde de Angola interessados em montar, com ajuda da universidade, uma especialização em Hemoterapia destinada aos profissionais angolanos. O curso é parte do PFRHS, iniciativa financiada pelo Banco Mundial que reserva aportes para capacitação e estrutura até 2028.

O coordenador e gestor do projeto, Job Monteiro, e o consultor de formação Adão Chimuanji representaram o grupo angolano. Pela universidade receberam a comitiva o professor Alexandre Geraldo, responsável pela Pós-graduação em Hemoterapia, o professor Rodrigo Massaroli, à frente do Mestrado Profissional em Saúde e Gestão do Trabalho, a gerente de Internacionalização Camila Monteiro Santos e a professora Fátima de Campus Buzzi, pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação, Extensão e Inovação. Na conversa, o foco foi dar contorno à proposta acadêmica, ajustar o currículo e planejar as etapas até a criação do curso.

O roteiro da visita incluiu a Escola de Ciências da Saúde, o Laboratório Multiusuário de Simulação Clínica e a Unidade Básica de Saúde do campus. O interesse pela Univali reflete a necessidade angolana de ampliar o quadro de especialistas em Hemoterapia e Segurança Transfusional, área voltada à coleta, ao processamento, ao armazenamento e ao uso do sangue e de seus componentes, além da proteção dos processos transfusionais.

Levantamento do Banco Mundial feito em junho de 2026 mostra o tamanho do projeto: 18.921 profissionais angolanos foram beneficiados por programas de pós-graduação do PFRHS, com 61% de mulheres. As bolsas internacionais somam 1.470 e há 29 unidades de formação equipadas para aulas presenciais e remotas. A meta é preparar cerca de 38 mil profissionais de saúde até 2028, dentro do esforço para reforçar o Sistema Nacional de Saúde de Angola, com mais infraestrutura sanitária, pessoal qualificado e atendimento ampliado.

O desenho da especialização ainda segue aberto: faltam definir o perfil dos participantes, a matriz curricular, o formato das atividades e o cronograma. Conforme os acertos avançam, as instituições formalizam os instrumentos de cooperação técnica, respeitando as regras dos órgãos que financiam o programa.

Fonte: Divulgação Univali

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