Projeto De Olho no Diabetes reúne 250 pacientes em Itajaí

O projeto "De Olho no Diabetes" levou 250 pacientes à UAME (Unidade de Assistência Médica Especializada) neste sábado (26), em uma ação gratuita de prevenção e diagnóstico precoce de complicações do diabetes. Das 8h às 17h, os exames foram conduzidos por acadêmicos da área de Ciências da Saúde, que estudam na Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com a Secretaria Municipal de Saúde como parceira.

O projeto "De Olho no Diabetes" levou 250 pacientes à UAME (Unidade de Assistência Médica Especializada) neste sábado (26), em uma ação gratuita de prevenção e diagnóstico precoce de complicações do diabetes. Das 8h às 17h, os exames foram conduzidos por acadêmicos da área de Ciências da Saúde, que estudam na Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com a Secretaria Municipal de Saúde como parceira.

Durante o dia, cada participante passou por uma bateria de avaliações: retinografia para rastreamento da retinopatia diabética, exame dos pés e de neuropatias periféricas, medição de pressão arterial e de glicemia capilar, peso, altura e circunferência abdominal, além de orientações individuais. Os resultados foram anotados na Cartilha do Diabetes, entregue gratuitamente para que as informações sejam acompanhadas em futuros atendimentos.

Um dos organizadores, o acadêmico de Medicina da Univali Arthur Reinert Carramillo, explicou que o projeto atua na prevenção e na detecção precoce de alterações do diabetes. "É um projeto que serve para prevenção e detecção precoce de várias alterações do diabetes. A gente está fazendo exames da saúde ocular, para retinopatia diabética, alterações dos pés e do corpo todo", disse.

Professora da Faculdade de Medicina da Univali, a endocrinologista Anita Lavarda Scheinpflug destacou a importância do rastreamento, já que algumas complicações não apresentam sintomas nas fases iniciais. Segundo ela, a ação encontrou pacientes que nunca tinham feito o exame de fundo de olho. A retinopatia diabética é a principal complicação que o projeto aborda. A alteração atinge a retina e pode evoluir sem sintomas. O acompanhamento periódico permite identificar as alterações cedo e, quando necessário, encaminhar o paciente a uma avaliação especializada.

A nutricionista Letícia de Oliveira Silva Costa tem diabetes tipo 1 desde os sete anos de idade e sabe bem os cuidados que a doença exige. Ela afirmou que iniciativas como essa ajudam na educação em saúde e evitam que os pacientes abandonem o acompanhamento. "É importante esse resgate, porque é uma bagagem que a gente vai carregar para a vida inteira. Então, ter momentos de pausa como esses, que chamem a nossa atenção, que tragam as famílias para estarem aqui, é importantíssimo", disse.

A Liga Acadêmica de Oftalmologia da Univali é quem desenvolveu o projeto, com apoio de instituições e parceiros na realização dos exames e das atividades. A organização avalia se haverá novas edições da iniciativa.

Fonte: https://itajai.sc.gov.br/noticias/37684