Univali apresenta estudo para remoção do Pallas

A Universidade do Vale do Itajaí apresentou, nesta sexta-feira, um estudo com soluções técnicas para retirar o navio Pallas, que repousa submerso desde 1893 no trecho de acesso aos complexos portuários de Itajaí e Navegantes. Após três meses de pesquisas, o trabalho agora será avaliado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pela Marinha do Brasil, que estabelecerão os direcionamentos para a elaboração do projeto executivo.

A Universidade do Vale do Itajaí apresentou, nesta sexta-feira, um estudo com soluções técnicas para retirar o navio Pallas, que repousa submerso desde 1893 no trecho de acesso aos complexos portuários de Itajaí e Navegantes. Após três meses de pesquisas, o trabalho agora será avaliado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pela Marinha do Brasil, que estabelecerão os direcionamentos para a elaboração do projeto executivo.

A pesquisa envolveu uma equipe multidisciplinar, com especialistas em biologia, história, arqueologia subaquática e naval, oceanografia e engenharia. O levantamento incluiu investigações documentais sobre o período do navio e manutenção de contato com autoridades da Marinha para ampliar o conhecimento sobre a embarcação. A análise final considerou o estado atual dos destroços, características do ambiente submarino, questões históricas e arqueológicas, além de requisitos de segurança operacional no canal.

A remoção faz parte do programa de aprofundamento do canal e expansão da capacidade do complexo portuário, que será preparado para receber navios com até 366 metros de comprimento. Os destroços encontram-se entre as boias 9 e 11, no molhe norte de Navegantes. O Ministério dos Portos calculou a remoção completa em aproximadamente R$ 23 milhões, com execução prevista para os próximos dois anos.

O Pallas foi construído em 1891 na Inglaterra. Pertencia à Companhia Frigorífica Fluminense e operava no transporte de mercadorias e passageiros entre Rio de Janeiro, Buenos Aires e Itajaí. Durante a Revolta da Armada, em outubro de 1893, a embarcação naufragou. Os destroços permaneceram imersos por mais de cem anos, sendo redescobertos em 2017 durante operações de dragagem.

Fonte: Divulgação Univali