A partir de 2 anos, meninas e meninos vítimas de violência sexual passam a poder receber a vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano) em Itajaí. A ampliação da faixa etária segue recomendação do Ministério da Saúde e vale desde a quinta-feira (17). Antes, a indicação para quem sofreu esse tipo de violência ia de 9 a 45 anos. Agora, a Secretaria de Saúde de Itajaí oferece o imunizante também a crianças menores de 9 anos.
Em Itajaí, a vacina deve ser aplicada nas próprias salas de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS), sempre com indicação e registro feitos pelo serviço ou profissional de saúde que atende a vítima. Quem se enquadra na recomendação pode ser identificado pela própria rede de atenção à saúde, que já acompanha essas pessoas, como os serviços de referência, as unidades hospitalares, a atenção primária, os centros especializados e demais pontos da Rede de Atenção à Saúde.
O esquema prevê uma dose da vacina. Para quem recebe a dose antes dos 9 anos, ela não entra no esquema básico de vacinação. A criança deve receber depois as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Se a criança já vacinada contra o HPV sofrer violência sexual, não há recomendação de nova aplicação.
A liberação da vacina passa por avaliação do serviço de referência ou do profissional de saúde que atende a vítima. Entram ainda na análise o registro da condição clínica que justifica a indicação, o acompanhamento clínico, o consentimento do responsável legal, quando aplicável, e a definição prévia sobre a necessidade de uma dose adicional depois dos 9 anos.
Cada dose aplicada é registrada nos próprios sistemas oficiais de informação do Programa Nacional de Imunizações, dentro de estratégia especial de vacinação e com vínculo ao código de classificação relacionado à violência sexual. Eventos supostamente atribuíveis à vacinação ou imunização seguem as normas de vigilância do Programa Nacional de Imunização (PNI).
A vacina quadrivalente contra o HPV já faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e conta com logística de aquisição, armazenamento, distribuição e registro organizada pelo SUS. Por essa razão, a Nota Técnica do Ministério da Saúde indica que a estratégia não demanda novos fluxos de abastecimento nem sistemas específicos.
A medida é preventiva. Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação não trata uma infecção por HPV que tenha sido adquirida durante a violência sexual. O objetivo é proteger contra tipos do vírus ainda não contraídos e contra exposições futuras, reduzindo o risco de doenças ligadas ao HPV, como cânceres e verrugas anogenitais.
